TAGS (ETIQUETAS) DE RFID

Tags
22 Flares 22 Flares ×

TAGS DE RFID

Dando continuidade aos nossos artigos sobre a RFID – Identificação por Radiofrequência, hoje nós vamos falar com mais detalhes sobre um dos elementos utilizados no funcionamento da RFID: as TAGS.

Leia também:

DENOMINAÇÕES COMUNS

As tags podem ser chamadas pela sua tradução em português “etiquetas”. Algumas tags têm realmente a aparência de uma etiqueta e, por isso, o nome tanto em inglês como em português cai bem, como na figura abaixo:

RFID tag3

O problema é que há “tags” que não têm necessariamente a aparência de uma “etiqueta”, devido ao tipo de material do qual elas são feitas. Portanto, não combina muito chamarmos a tag da figura abaixo de etiqueta. Apesar de o significado ser exatamente o mesmo, no Brasil, é mais comum nos referirmos a esse tipo de tag como tag mesmo e não como etiqueta.

RFID tag4

Mas há ainda outras denominações comuns que você pode ouvir por aí pra qualquer tipo de tag. Uma delas é “identificadores”, devido ao fato de que, nelas, estão os dados que identificam o produto. Podem também ser chamadas de “transponders”, que vem da junção das palavras em inglês transmit e responder, pelo fato de transmitirem uma resposta ao sinal do leitor.

CARACTERÍSTICAS DAS TAGS

Como você pôde observar, as tags podem ter diversos tamanhos e formatos, como pastilhas, argolas ou cartões, e podem ser feitas de diversos materiais, como plástico, vidro, epóxi e outros (Pinheiro, 2004). Isso possibilita, por exemplo, que algumas tags sejam mais flexíveis ao serem fixadas em determinados produtos ou mais resistentes a determinadas condições como a temperatura, dependendo da necessidade. Além disso, considerando os diferentes materiais, Franco et al (2009) mencionam que as tags podem ser descartáveis ou reutilizáveis, de acordo com os objetivos de sua utilização.

COMPOSIÇÃO DAS TAGS

As tags são compostas de um microchip e de uma antena, de modo que o microchip armazena informações referentes à pessoa ou objeto, e a antena é a responsável pela transmissão das informações contidas no microchip a um leitor.

TIPOS DE TAGS

Want (2006) descreve dois tipos de tags: as ativas e as passivas. A figura abaixo ilustra alguns exemplos de tags ativas (A) e passivas (B), com diferentes formatos e materiais:

RFID tag5

Todas as tags precisam ser alimentadas por uma fonte de energia. As tags passivas são alimentadas pela energia das ondas eletromagnéticas emitidas pela antena do leitor. A antena da tag captura essa energia, utilizando parte dela para a alimentação da etiqueta e a outra parte para o envio das informações ao leitor (WANT, 2006).

Portanto, a antena da tag passiva só consegue enviar um sinal caso ela receba o sinal enviado pela antena do leitor. Dito de outra maneira, ela só responde caso ouça a um chamado. Caso contrário, ela não emite nenhum sinal ou, por outra, permanece “em silêncio”.

as tags ativas não precisam ser alimentadas pela emissão das ondas eletromagnéticas, pois elas possuem uma bateria interna que desempenha essa função (WANT, 2006). Além da alimentação interna, Gomes (2007) afirma que as tags ativas têm um papel ainda mais independente do leitor por possuírem um modulador de radiofrequência. Dessa maneira, elas conseguem criar um novo sinal de radiofrequência sem a necessidade da presença do leitor.

A antena das tags ativas fica, portanto, emitindo sinais o tempo todo esperando que a antena de um leitor os encontre. Isso significa que o sinal das tags ativas tem maior alcance, apresentando maior probabilidade de ser captado. Suas desvantagens, segundo Want (2006), consistem no fato de que a bateria tem vida útil limitada, além de aumentar o custo e o tamanho das tags.

Há ainda mais uma classificação de tags: as semi-passivas (ou semi-ativas). Estas etiquetas, assim como as ativas, possuem uma bateria interna para sua alimentação. Entretanto, assim como as passivas, elas precisam da presença do leitor para comunicar suas informações, pois elas não possuem um modulador e não são, portanto, capazes de criar um novo sinal de radiofrequência (GOMES, 2007).

Veja um resumo abaixo dos diferentes tipos de tags, com suas respectivas características:

  • ATIVAS: Sua alimentação interna ocorre através de uma bateria e a emissão de sinais ocorre através de um modulador de radiofrequência.
  • PASSIVAS: Sua alimentação interna e a emissão de sinais ocorrem através das ondas eletromagnéticas recebidas pelo leitor.
  • SEMI-PASSIVAS: Sua alimentação interna ocorre através de uma bateria e a emissão de sinais ocorre através das ondas recebidas pelo leitor.

TIPOS DE MEMÓRIAS

Gomes (2007) ainda descreve três tipos de memórias que podem ser utilizadas nas tags: Somente Leitura (RO – Read Only), Uma gravação e várias leituras (WORM – Write Once Read Many) ou Leitura/Gravação (RW – Read-Write).

O tipo de memória RO permite apenas a leitura dos dados nela contidos, de modo que, depois de gravados, não há como alterá-los ou atualizá-los. O tipo de memória WORM permite a regravação dos dados, porém, após um número elevado de reprogramações, a tag pode ser danificada, inutilizando sua memória. O tipo de memória RW permite a regravação dos dados inúmeras vezes (GOMES, 2007). 

CLASSES DE TAGS

Glover e Bhatt (2007) explicam que as tags podem ser agrupadas em diferentes classes. Para isso, é necessário levar em consideração os protocolos de comunicação, os diferentes tipos de tags e os diferentes tipos de memórias.

(Se você não sabe o que são protocolos de comunicação, leia o nosso artigo sobre o FUNCIONAMENTO DA RFID e entenda o que eles são e para que eles servem).

Veja abaixo as diferentes Classes de Tags:

  • Classe 0: Tags passivas que permitem somente a leitura dos dados.
  • Classe 0+: Tags passivas que permitem uma gravação (mas utilizando os protocolos da Classe 0).
  • Classe I: Tags passivas que permitem uma gravação.
  • Classe II: Tags passivas que permitem uma gravação com funcionalidades adicionais, como memória e criptografia.
  • Classe III: Tags semi-passivas e regraváveis.
  • Classe IV: Tags ativas, regraváveis e que podem se comunicar com outras tags ativas, energizando suas próprias comunicações.
  • Classe V: Tags ativas, regraváveis e que podem energizar e ler tags das classes I, II e III e ler tags das classes IV e V.

É isso, pessoal! Mande suas dúvidas e sugestões na área de comentários abaixo. Obrigado e até lá!

REFERÊNCIAS

FRANCO, R.S.T. et al. Tecnologia RFID: Um estudo de caso aplicado a uma indústria de bebidas de Maringá – PR. Revista Diálogos & Saberes. Mandaguari, v5, n1, p.9-18, 2009. Disponível em: <http://www.fafiman.br/seer/index.php/dialogosesaberes/article/view/39/19>.

GOMES, H. M. C. Construção de um sistema de RFID com fins de localização especial. Portugal, 2007. 91p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Eletrônica e Telecomunicações) – Departamento de Engenharia Electrónica, Telecomunicações e Informática, Universidade de Aveiro, Portugal, 2007. Disponível em: <http://www.av.it.pt/nbcarvalho/docs/msc_hcg.pdf>.

PINHEIRO, J.M.S. RFID – Identificação por radiofrequência. 2004. Disponível em: <http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_identificacao_por_radiofrequencia.php>.

WANT, R. An introduction to RFID technology. Pervasive Computing. v5, n1, p25-33, 2006.

22 Flares Twitter 0 Facebook 22 Google+ 0 Email -- LinkedIn 0 22 Flares ×

About

Tem formação em Engenharia da Computação e MBA em Gestão de Projetos. Trabalha há 11 anos no ramo de automação, atuando principalmente na indústria automobilística. Atua também como professor de níveis técnico e superior. É responsável pelo desenvolvimento de artigos da Empresa AJ Automação.

View all posts by

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.